'Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser, seja ele microscópico ou não, ninguém precisará ensiná-lo a amar o seu semelhante.'
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Vitaminas e Minerais... Que papo é esse?
As vitaminas são nutrientes de extrema importância para o bom funcionamento do nosso organismo, principalmente, porque ajuda a evitar muitas doenças. Elas não são produzidas pelo organismo e, portanto, devem ser adquiridas através da ingestão de alimentos (frutas, verduras, legumes, carnes etc). A falta de vitaminas pode acarretar em diversas doenças (avitaminoses). Elas podem ser de dois tipos: hidrossolúveis (solúveis em água e absorvidas pelo intestino) e lipossolúveis (solúveis em gorduras e absorvidas pelo intestino com a ajuda dos sais biliares produzidos pelo fígado).
Vitamina A - é encontrada no fígado de aves, animais e cenoura
Sua falta pode causar: problemas de visão, secura da pele, diminuição de glóbulos vermelhos, formação de cálculos renais
Função: radicais livres, formação dos ossos, pele; funções da retina
Vitamina D - é encontrada em óleo de peixe, fígado, gema de ovos
Sua falta pode causar: raquitismo e osteoporose
Função: regulação do cálcio do sangue e dos ossos
Vitamina E - é encontrada em verduras, azeite e vegetais
Sua falta causa: dificuldades visuais e alterações neurológicas
Função:Atua diretamente na regulação do sistema neurológico
Vitamina K - é encontrada em fígado e verduras
desnutrição, má função do fígado, problemas intestinais
atua na coagulação do sangue, previne osteoporose
Vitamina B1 - é encontrada nos cereais, carnes, verduras, levedo de cerveja
sua falta causa: Beribéri, perturbações digestivas ou nervosas, edemas (tumor aquoso que sede a pressão dos dedos)
Função: atua no metabolismo energético dos açúcares
vitamina B2 - é encontrada no leite, carnes, verduras
Sua falta causa: inflamações na língua, anemias, seborreia
Função: atua no metabolismo de enzimas, proteção no sistema nervoso.
Vitamina B5 - é encintrado no fígado, cogumelos, milho, abacate, ovos, leite, vegetais
Sua falta causa: fadigas, cãibras musculares, insônia
Função: metabolismo de proteínas, gorduras e açúcares
Vitamina B6 - é encontrada em carnes, frutas, verduras e cereais
Sua falta causa: seborreia, anemia, distúrbios de crescimento
Função: crescimento, proteção celular, metabolismo de gorduras e proteínas, produção de hormônios
Vitamina B12 - é encontrada no fígado, carnes
Sua falta causa: anemia perniciosa
Função formação de hemácias e multiplicação celular
Vitamina C - é encontrada na laranja, limão, abacaxi, kiwi, acerola, morango, brócolis, melão, manga
Sua falta causa: Escorbuto, doença hemorrágica que causa manchas avermelhadas sob a pele
Função atua no fortalecimento de sistema imunológico, combate radicais livres e aumenta a absorção do ferro pelo intestino.
Vitamina H - é encontrada nas nozes, amêndoa, castanha, lêvedo de cerveja, leite, gema de ovo, arroz integral
Sua falta causa: eczemas, exaustão, dores musculares, dermatite metabolismo de gorduras,
Vitamina M ou B9 - é encontrado em cogumelos, hortaliças verdes
Sua falta causa: megaloblástica, doenças do tubo neural
Função age no metabolismo dos aminoácidos, formação das hemácias e tecidos nervosos
Vitamina PP ou B3 é encontrada na ervilha, amendoim, fava, peixe, feijão, fígado
Sua falta causa: insônia, dor de cabeça, dermatite, diarreia, depressão
Função: atua na manutenção da pele, proteção do fígado, regula a taxa de colesterol no sangue
OS Minerais
Os sais minerais são substâncias químicas essenciais ao bom funcionamento do metabolismo, participando da estruturação do organismo (constituindo os ossos) e até mesmo integrando reações direta ou indiretamente vitais, por exemplo, a fotossíntese e a respiração. Desta forma cada um desses elementos apresenta propriedades químicas distintas, com cargas e afinidades moleculares particulares, foram durante milhões de anos se organizando não só na formação física da matéria, mas também compartilhando o complexo arranjo biológico. Entre os principais elementos minerais importantes aos seres vivos, destacam-se:
Cálcio → necessário durante o processo de calcificação e manutenção óssea, compondo também a estruturação dos dentes, além de colaborar com a condução de impulsos nervosos e contração muscular; Fonte: leite e seus derivados (queijo, iogurte) e vegetais com coloração verde escuro. -
Fósforo → auxilia a manutenção óssea, está presente na composição da molécula de DNA, RNA e ATP; Fonte: carne em geral e legumes.
Sódio → atua na osmorregulação, difusão dos impulsos nervosos e auxílio no processo de contração muscular. Fonte: condimento (sal) utilizado no preparo dos alimentos.
Flúor → proporciona a formação dos dentes e ossos. Fonte: presente em baixa concentração nos alimentos e adicionada ao fornecimento de água potável.
Potássio → também participa da osmorregulação, está presente na conformação dos fosfolipídios da membrana plasmática, bem como a transmissão dos impulsos nervosos. Fonte: frutas, verduras e legumes.
Ferro → parte integrante da molécula de hemoglobina, responsável pela assimilação e transporte de oxigênio; Fonte: fígado, vegetais verdes, ovo e legumes.
Iodo → composição de substâncias hormonais da glândula tireoide; Fonte: principalmente sal de cozinha enriquecido com iodo.
terça-feira, 13 de abril de 2010
CICLOS BIOGEOQUÍMICOS
Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Este é o princípio de conservação da matéria, enunciado por Lavoisier.Os elementos químicos ora estão participando da estrutura de moléculas inorgânicas, na água, no solo ou no ar, ora estão compondo moléculas de substâncias orgânicas, nos seres vivos. Pela ação de fungos e bactérias sobre qualquer tipo de matéria orgânica seja ela um cadáver ou até mesmo seus excrementos, tais substâncias se decompõem e devolvem ao meio ambiente os elementos químicos, já na forma de compostos inorgânicos.
O carbono é o elemento químico fundamental de todas as moléculas orgânicas, cujo ciclo consiste na assimilação (fixação) dos átomos contidos nas moléculas de gás carbônico presente na atmosfera ( CO2 ), e convertidos em substâncias orgânicas mais elaboradas (carboidratos, proteínas, lipídios) a partir do metabolismo fotossintético realizado pelos organismos autótrofos.
Parte dos compostos orgânicos formados são aproveitados pelo próprio organismo produtor, e o restante da produção incorporada à biomassa do mesmo, servindo como fonte de nutrientes para os subsequentes níveis tróficos da cadeia alimentar, os consumidores: primários (herbívoros), secundários (onívoros) e terciários (todos os carnívoros), até o nível dos decompositores, efetuando a degradação da matéria.
Portanto, são os seres produtores os que iniciam o ciclo do carbono, captado pelos demais organismos e finalizado pelos decompositores, devolvendo ao ambiente todos os nutrientes, incluindo o carbono, para o reinício do processo. Lembrando que a devolução de carbono não ocorre somente com a morte de um organismo (animal ou vegetal), mas continuamente durante a vida de qualquer ser, através da respiração. Contudo, a queima de combustíveis como papel, madeira bem como os combustíveis fósseis, como o carvão mineral e o petróleo, utilizados em termelétricas e veículos automotivos, colaboram consideravelmente com a emissão de gás carbônico no ambiente, e o acumulo desse gás na atmosfera aumenta o efeito estufa causando gradual elevação da temperatura média global e consequentemente causando o aquecimento global.
Efeito estufa é o nome dado ao processo natural produzido pela concentração de gases como Dióxido de Carbono CO2 e o Metano CH4 entre outros. Esses gases formam uma espécie de capa protetora que absorve parte do calor (energia Térmica) emitida pelo sol na atmosfera e que garante que o planeta fique aquecido, sem o efeito estufa as temperaturas na terra seriam muito baixas o que provavelmente não permitiria vida em nosso planeta.
Ciclo da Água ou Ciclo Hidrológico
A água é um bem comum a todas as pessoas e indispensável a todas as formas de vida que estão dispersas ao decorrer da extensão da crosta terrestre. As águas contidas no planeta constituíam a hidrosfera e essa corresponde a parte líquida que se encontra em diversas partes como oceanos, mares, rios, lagos, geleiras, além da atmosfera.
Dessa forma podemos encontrar a água em três estados físicos, sendo líquido, gasoso e sólido. O conjunto das águas contidas no planeta desenvolvem uma interdependência entre as mesmas, isso ocorre por meio dos processos de evaporação, precipitação, infiltração e escoamento que configura como uma dinâmica hidrológica. Em outras palavras, a água que hoje está em um lençol freático logo mais poderá estar na atmosfera ou mesmo em uma geleira.
O processo que dá origem ao ciclo da água ocorre em todos os estados físicos da mesma, para conceber esse fenômeno é preciso que outro elemento provoque, no caso é motivada pela energia da irradiação solar ou pela processo de respiração e transpiração dos seres vivos. Esses processos fazem com que parte da água presente na superfície terrestre e no corpo dos organismos evapore formando nuvens, que viajam pelos continentes devolvendo-a em formato de chuva, neve ou granizo.
Diante de toda precisão desse processo dinâmico fica evidente que caso haja um desmembramento ou interrompimento leva á instauração de uma incalculável mudança, comprometendo a configuração das paisagens e coloca em risco diversos tipos de vida no planeta. Um exemplo claro de desequilibro ligado ao ciclo natural das águas é que nos últimos Verões tem ocorrido aqui em nosso estado grandes estiagens causando falta d água para a população e grandes perdas na agricultura e na pecuária.
Esse ciclo garante que a quantidade de água do planeta permaneça sempre a mesma desde a seu surgimento até os dias atuais, não devendo diminuir. O que pode ocorrer é que devido as mudanças climáticas aconteçam alterações no índice de incidência das chuvas em algumas regiões do planeta causando secas em alguns lugares e enchentes em outros.
Outro problema está relacionado com a sua contaminação com produtos químicos e com o esgoto doméstico o que pode encarecer o seu tratamento e alterar suas propriedades fazendo com que ela fique com gosto cor e cheiro desagradável devido ao processo chamado de Eutrofização que ocorre devido ao excesso de matéria orgânica lançados diariamente nos corpos d'Água, isso faz com que ocorra uma proliferação de algas que além de diminuir a oxigenação da água liberam substâncias tóxicas na água que fica com cheiro e gosto desagradável.
Ciclo do Oxigênio
O Oxigênio presente na atmosfera em forma de gás oxigênio (O2) e gás carbônico (CO2), é também o elemento mais abundante na crosta terrestre e oceanos. Esses dois gases, juntamente com a água (H2O), são as principais fontes inorgânicas desse elemento.
Executando papéis extremamente importantes para a regulação da vida no planeta, o oxigênio troca átomos entre fontes orgânicas e inorgânicas, permitindo sua utilização e liberação. Esses processos consistem no chamado “ciclo do oxigênio”.
Na respiração de seres aeróbicos, por exemplo, o oxigênio é utilizado na forma de O2, liberando CO2, H2O e energia. Moléculas de água poderão ser liberadas na atmosfera através da transpiração, excreção e fezes; e também utilizadas na síntese de diversas substâncias. Aliadas ao CO2 e energia luminosa, participam do processo fotossintético.
Na fotossíntese, alguns átomos de oxigênio são incorporados na matéria orgânica vegetal, podendo ser novamente disponibilizados na atmosfera, em consequência da decomposição; e outros, liberados na forma de O2, permitindo sua reutilização na respiração aeróbica.
O oxigênio pode, ainda, se ligar a metais do solo, formando óxidos; além de participar da formação da camada de ozônio, atuando como filtro protetor das radiações ultravioletas longas do Sol. Neste processo, radiações ultravioletas curtas rompem algumas moléculas de CO2 da atmosfera, liberando átomos isolados que reagem com outras moléculas, formando o gás ozônio (O3). A destruição da camada de ozônio – resultado, principalmente, de atividades vulcânicas e liberação de gases de aviões supersônicos e clorofluorcarbonetos (CFC’s) – pode desencadear consequências sérias, como a redução da atividade fotossintética, e aumento da incidência de câncer de pele, catarata e problemas relacionados à imunidade.
Ciclo do Nitrogênio
O nitrogênio é um componente que entra na composição de duas moléculas orgânicas de considerável importância para os seres viventes: as proteínas e os ácidos nucleicos DNA e RNA.
Embora presente em grande concentração no ar atmosférico, essencialmente na combinação molecular N2, poucos são os organismos que o assimilam nessa forma. Apenas certas bactérias e algas cianofíceas podem retirá-lo do ar na forma de N2 e incorporá-lo às suas moléculas orgânicas.
Contudo, a maioria dos organismos não consegue reter e aproveitar o nitrogênio na forma molecular, obtendo esse nutriente na forma de íons amônio (NH4+), bem como íons nitrato (NO3-). Algumas bactérias nitrificantes na superfície do solo realizam a conversão do nitrogênio, transformam a amônia em nitratos, disponibilizando esse elemento diretamente às plantas e indiretamente aos animais, através dos níveis da cadeia alimentar: produtor e consumidor.
Outras bactérias também fixadoras de nitrogênio gasoso, ao invés de viverem livres no solo, vivem no interior dos nódulos formados em raízes de plantas leguminosas, como a soja e o feijão, uma interação interespecífica de mútuo benefício (simbiose). Ao fixarem o nitrogênio do ar, essas bactérias fornecem parte dele às plantas.
Portanto, a adoção do cultivo das leguminosas é uma prática recomendável à agricultura, porque desta forma as leguminosas colocam em disponibilidade o nitrogênio para culturas seguintes, não empobrecendo tanto o solo quanto à questão de nutrientes disponíveis.
A devolução do nitrogênio à atmosfera, na forma de N2, é feita graças à ação de outras bactérias, chamadas desnitrificantes. Elas podem transformar os nitratos do solo em N2, que volta à atmosfera, fechando o ciclo.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Cuba utiliza veneno de escorpião no tratamento de câncer

Mais de 70 mil pacientes com câncer se submeteram a tratamento em Cuba com o veneno do escorpião azul, cuja ação terapêutica contra essa doença é utilizada por especialistas na ilha há alguns anos. Os pacientes procedem de todas as províncias do arquipélago e de várias nações européias e latino-americanas, entre elas México, segundo uma nota divulgada pela Agência Informação Nacional (AIN).
O tratamento com o medicamento Escozul, elaborado a partir da toxina dos escorpiões, beneficiou cerca de 10 mil pacientes este ano em Cuba, segundo a fonte. Sua aplicação é parte de um projeto de pesquisa aprovado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (CITMA) e dirigido pelo Instituto de Oncologia e Radiobiología, do Ministério de Saúde Pública.
O fármaco se obtém com a diluição do veneno do escorpião azul (Rhopalurus junceus), de evidente efetividade no combate contra vários tumores malignos, inflamação pélvica, mal de Parkinson e outras dolências. Escozul se administra de forma controlada a pacientes afetados de inflamações pélvicas e prostáticas suscetíveis a converter-se em dolências malignas, explicou o cientista Misael Bordier, precursor do projeto.
O cientista assegurou que o remédio encontra uma positiva resposta clínica e de laboratório em 97% das pessoas que padecem essas patologias. Mas advertiu que "não falamos de cura absoluta, mas de notável melhoria, incremento da qualidade de vida e erradicação total das protuberâncias na maioria dos doentes".
Indicou, além disso, que este componente contra o câncer possui o Certificado de Registro de Marca, concedido em 1999 pelo Escritório Cubana da Propriedade Industrial ao CITMA. Os cientistas extraem das glândulas dos escorpiões vivos até seis secreções da toxina, que se utiliza para a preparação do remédio.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
LHC - Promove colisões entre particulas em laboratório

Cientistas anunciaram ter conseguido nesta terça-feira 30/03/20010, pela primeira vez, a colisão de feixes de prótons no acelerador gigante de partículas LHC. “Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento, mas sua paciência e dedicação está começando a render dividendos", comemorou Rolf Heuer, diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês, a instituição responsável pelo LHC). O maior experimento científico do mundo consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo, 13,7 bilhões de anos atrás. A experiência teve sucesso depois de duas tentativas frustradas durante a madrugada. De acordo com os pesquisadores, ela abre portas para uma nova fase da física moderna, ajudando a responder muitas perguntas sobre a origem do universo e da matéria. Enquanto isso esperamos anciosos por novos resultados.
terça-feira, 9 de março de 2010
Novidades no Mercado dos Medicamentos Contraceptivos

A HRA Pharma acaba de lançar no mercado Europeu um novo Contraceptivo de emergência que segundo especialistas é mais eficaz que a pilula do dia seguinte pois essa pode ser tomada até 5 dias após a relação sexual desartroza (naqueles casos em estourar a camisinha por exemplo) evitando assim uma gravidez indesejada. O novo medicamento foi lançado na França, Italia, Espanha, Inglaterra e Alemanha. O lançamento também causou uma nova discussão entre os grupos anti aborto da Igreja católica e os cientistas, "o medicamento provocaria aborto ou não"? A questão sempre causa polêmica, a igreja é contra o uso de qualquer método contraceptivo ainda mais desse tipo, mas os cientistas afirmam que o medicamento atua impedindo a passagem do espermatozóide pelo colo do útero e com o retardamento do deslocamento do óvulo na trompa de falópio, pode provocar também uma descamação na parede uterina impedindo que o "ovo" (célula fecundada que desencadeia o processo de desenvolvimento embrionário) fize-se nas paredes úterinas. Maso simples fato de tomar o medicamento após a relação sexual desastroza não impede que a gravidez aconteça, caso ela aconteça, o medicamento não causa nem um prejuizo no desenvolvimento embrionário. vale lembrar que esses métodos contraceptivos de emergência não devem ser utilizados como se fosse baton devido aos efeitos colaterais desses tipos de drogas, que podem ser: dores de cabeça, enjôos, nauseas seguidadas ou não de vômito, diarréia, fortes dores abdominais, sangramentos contínuos entre outros. O que não se deve esquecer também é que o método não previne as doenças sexualmente transmissíveis e para isso devemos sempre utilizar a camisinha. Quando chegar ao Brasil estima-se que o custo desse novo medicamento seja em torno de 32 Euros cerca de 80 reais.
Medicamento Ellaone
Até 3 dias após a relação o medicamento previne 85% das gestações
Se a pílula for ingerida com 4 ou 5 dias após a relação a taxa de eficácia cai para 61%
Pilula do Dia seguinte
Até 24 horas previne até 95 %
até 48 horas previne 85%
de 48 a 72 horas cai para 58 a eficácia
Vale lembrar que no caso de ja ter acontecido a fecundação do óvulo pelo espermatozóide antes da ingestão da pilula pode acontecer a gestação, por tanto nenhum desses métodos são abortivos.
No Caso de dúvidas um medico sempre deve ser consultado!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Ciência X Criacionismo
A luta entre a teoria da evolução das espécies e a concepção criacionista da natureza há muitos anos ocupa um importante espaço no debate filosófico. Faz parte do confronto histórico entre materialistas e idealistas. Nos últimos anos porém, este debate tem adquirido algumas particularidades. Os defensores do criacionismo, que interpretam a Bíblia ao pé da letra e dizem que a origem do mundo natural se deu exatamente como é relatado na gênesis, tem procurado se embasar “cientificamente” para defender a veracidade de sua fé. Argumentam que não há confirmação da teoria da evolução e que, portanto, junto ao estudo do darwinismo, nas escolas do ensino médio, deveria ser ensinado a gênesis bíblica. Ou seja, que nas aulas de ciência se ensine a evolução e o criacionismo como duas hipóteses, ficando ao cargo do aluno optar pela qual ele acha mais verdadeira. Acontece que a teoria da evolução proposta por Charles Darwin em 1859, já foi confirmada inúmeras vezes por pesquisas científicas em todo o mundo, e no meio científico é unanimidade que seus fundamentos sejam verdadeiros. Ensinar o criacionismo como sendo uma teoria científica, ou mesmo como uma hipótese, é o mesmo que ensinar para os alunos do ensino fundamental que o nosso planeta é quadrado, ou que é o Sol que gira em torno da Terra.
Este contra-ataque dos criacionistas tem sido tanto no sentido de desmoralizar a teoria da evolução, como de conseguir mudanças concretas na legislação para que seus fins se realizem. O centro da reação criacionista encontra-se no Estados Unidos, aonde quase conseguiram aprovar uma emenda Constitucional que obrigaria o ensino da bíblia nas aulas de ciência. Trata-se da “emenda Santorum”, que foi rejeitada por poucos votos pelo congresso norte-americano. Este projeto conta com apoio de George Bush, do presidente do Senado e de membros da Suprema Corte norte-americana. Alguns estados, como Ohio e Kansas, chegaram a aprovar leis estaduais que instituíam o ensino do criacionismo nas escolas. Mas estas leis estaduais foram consideradas pela Suprema Corte como inconstitucionais, por ferirem a primeira emenda da constituição norte-americana, que proíbe o ensino de qualquer dogma dentro das escolas e universidades. Se aprovado estes projetos haveria um retrocesso histórico no sistema educacional do EUA, estariam retornando aos tempos medievais onde a educação era monopólio da igreja católica, estariam quebrando um dos mais importantes princípios educacionais das revoluções burguesas que foi o do ensino científico e laico, isto é, desvinculado de qualquer tipo de dogma religioso.
A teoria da evolução e o mito da criaçãoEm 1859, Charles Darwin publicou sua célebre obra “A origem das espécies pela seleção natural”, aonde explicou, pela primeira vez na História, os mecanismos que permitem a evolução dos seres vivos sem a ação de uma “inteligência superior”. A teoria da evolução, como ficou conhecida as idéias de Darwin, representou uma verdadeira revolução no pensamento humano, pois libertava definitivamente o estudo da biologia da dominação dos dogmas religiosos. Hoje para nós é bastante natural discutirmos a evolução da natureza, de estruturas simples como as bactérias até chegarmos ao nível de complexidade do ser humano. Todos nós já vimos nos livros de ciência do ensino fundamental a representação da transformação de um primata, de um Austrolopithecos em Homo sapiens. No entanto, na época de Darwin isto era praticamente inadmissível, faltavam até mesmo elementos para a estruturação de uma teoria coerente sobre a evolução.
Os mitos da criação existiram em todas as civilizações, variam de cultura para cultura mas todos procuram uma explicação para o surgimento do homem e da natureza. Os gregos, os incas, os chineses e mesmo os índios que habitavam o Brasil antes da chegada dos portugueses possuíam seus mitos. Destes mitos, o que se tornou mais conhecido mundialmente está contido no velho testamento, que conta da criação do mundo em sete dias por um Deus único. O velho testamento é a base das religiões cristãs, mulçumanas e judaicas, que compartilham o mesmo mito sobre a gênese. Toda esta crença penetrou profundamente na consciência social, de forma que foi bastante difícil para o homem se libertar do próprio mito por ele criado. Acontece que com o desenvolvimento das forças produtivas vai aumentando o domínio do homem sobre a natureza e, conseqüentemente, o desenvolvimento científico. As descobertas científicas feitas pelo homem de imediato se chocam com as rígidas concepções religiosas, pois a realidade encontrada pela ciência divergia fundamentalmente dos mitos religiosos. Não poderia ser diferente, como homens, há cerca de dois mil anos atrás poderiam compreender corretamente sobre a origem da vida e do universo? Os homens que escreveram a bíblia partiram dos conhecimentos adquiridos pela sociedade até aquela época, o desconhecido era preenchido por sua fantasia. Seria exigir demais que homens de dois milênios atrás, por mais geniais que fossem, conseguissem explicar fenômenos que somente hoje compreendemos.
Quando Darwin formulou a teoria da evolução ele questionou diretamente o mito da gênesis. Pois na Bíblia conta que Deus criou os animais tais como eles são hoje, lá também não consta sobre histórias de animais gigantescos que desapareceram, como os dinossauros. Para próprio o Darwin, que tinha forte formação religiosa, foi difícil chegar a uma conclusão que o mito bíblico estava errado, tanto que ele demorou 20 anos para publicar suas descobertas. No entanto, ele era um cientista e, como tal, não teve dúvida em publicar suas descobertas, por mais que estas se chocassem com antigos dogmas religiosos.
A teoria da evolução de Darwin, não foi a primeira descoberta científica que se colocou abertamente contra a interpretação dogmática da Bíblia. No salmo 104:5, está escrito “Deus colocou a Terra em suas fundações para que não se mova por todo o sempre”. Este salmo é resultado da observação empírica humana, pois aparentemente é o sol que gira em torno da Terra e não o contrário, aparentemente a Terra está parada e o sol se move todos os dias de leste para oeste. O cientista grego Ptolomeu, através de cuidadosas observações astronômicas, formulou um modelo geocêntrico onde a Terra seria o centro do universo. Nicolau Copérnico, que assim como Darwin possuía formação religiosa, a partir de complicados cálculos matemáticos descobriu que na verdade era a Terra que girava em torno do Sol. Galileu Galilei, defensor do modelo heliocêntrico, em 1610, com o desenvolvimento do telescópio pôde comprovar a teoria de Copérnico. Ele observou que em torno de Júpiter circulavam quatro satélites, comprovando que existiam corpos que não circulavam a Terra. Pela observação de Vênus, percebeu que este corpo observado da Terra possuía fases, como a Lua, o que só poderia ser explicado pelo modelo heliocêntrico. Galileu foi condenado pelo tribunal da Santa Inquisição por heresia em 1633; somente em 1980 a igreja Católica reconheceu o erro do processo.
Darwin não foi queimado na fogueira, mas suas descobertas foram ainda mais polêmicas do que as de Galileu, exatamente porque tocava o centro do mito da gênesis. Por isto é mais fácil as pessoas aceitarem que a Terra gire em torno do Sol, apesar de muitas vezes não compreenderem que o homem é o resultado de bilhões de anos da evolução da vida, que saltou de formas primitivas mais atrasadas do que as bactérias para o que somos hoje. O criacionismo aproveita-se do desconhecimento científico geral da sociedade para difundir suas idéias errôneas e sua interpretação dogmática da Bíblia, mas como veremos, não consegue encontrar nenhum argumento científico que desminta a teoria da evolução ou confirme a teoria da criação.
A teoria da evolução não é uma hipótese, é uma verdade científica
Assim como hoje o homem tem como certo e comprovado que é a Terra que gira em torno do Sol, também certo está que o meio natural, animais, plantas e relevo, são produto de uma evolução que não cessa. Antes de Darwin ter formulado sua teoria, há muito tempo já se especulava sobre a evolução das espécies e da natureza. Esta visão dialética do mundo natural ganhou força no século XIX primeiramente através dos estudos da geologia. Os geólogos em suas pesquisas começaram a perceber que o solo era resultado de um processo de transformação. As escavações mostraram que o solo é formado por camadas, cada qual de materiais e características distintas, formadas em épocas e situações diferentes. Algumas descobertas, como a de conchas no alto da cordilheiras dos Andes, intrigava os geólogos, pois significava que aquele terreno de alguma forma já esteve no fundo de um oceano. Ao calcularem o tempo que demoraria para surgir formações como estas, viram que se daria na casa dos milhões de anos, contrariando a Bíblia que afirmava que Deus havia criado a Terra há seis mil anos.
Nestas mesmas escavações eram encontradas, em meio a pequenas formações rochosas, ossos ou esqueletos inteiros de seres que não habitam hoje o nosso planeta. O que era aquilo? Eram os chamados fósseis, animais ou plantas, que por um processo físico, que varia de acordo com o tipo do solo, foram conservados por milhões e milhões de anos. Na medida que as pesquisas prosseguiam, a quantidade e a variedade destes fósseis aumentava. Animais cada vez mais estranhos eram encontrados. Os fósseis foram as primeiras pistas de que a natureza viva não é estática, de que se encontra em movimento, em transformação. Os fósseis foram a confirmação de que os reinos animal e vegetal já foram bem diferentes em tempos remotos. O mais interessante era que na medida que se aprofundava uma escavação, quanto mais profunda era a camada geológica mais exóticos eram os fósseis. Não é preciso ser um perito em geologia para concluir que quanto mais profunda uma camada geológica, mais antiga ela é. A linha vertical formada pelos fósseis encontrados dava a exata noção de que além de ter existido animais diferentes na Terra, havia uma relação de ancestralidade, de desenvolvimento, de evolução destes seres. Ou seja, os animais não haviam somente se transformado, haviam evoluído. Seqüências completas de fósseis de animais bastante semelhantes foram encontrados, dando a exata dimensão da evolução das espécies.
Darwin quando saiu em uma expedição do navio inglês Beagle já conhecia as teorias evolucionistas. Inclusive fora chamado a participar da viagem para refutar tais “heresias”. No entanto, a viagem que durou cinco anos permitiu Darwin enxergar na natureza viva aquilo que os fósseis já demonstravam, isto é, a evolução das espécies. Nas ilhas Galápagos, próximo ao Equador, Darwin pôde observar que pássaros bastante semelhantes se adaptavam ao tipo de alimento que consumiam. Aqueles que comiam sementes possuíam um bico curto e duro, os que comiam insetos macios tinham o bico mediano, e os que bebiam néctar das flores tinham o bico fino e alongado. A evolução se tornou evidente para Darwin, os fósseis e a natureza confirmavam sua constante transformação; as especializações dos animais, sua adaptação ao meio mostrava que a vida se impunha ao meio natural, um triunfo só possível de ser explicado pelo processo evolutivo.
Entretanto, o mérito de Darwin não foi enxergar a evolução das espécies, muitos naturalistas do início do século XIX já haviam percebido. A genialidade de Darwin foi que ele conseguiu explicar o mecanismo pelo qual a vida evolui, que foi chamado por ele de Seleção Natural. Não basta perceber a evolução das espécies é preciso descobrir as leis que regem este processo. Isto fez Darwin ao descobrir o principal mecanismo da evolução.
Lembremos que Darwin chegou a conclusão da evolução das espécies ao observar a incrível capacidade dos seres vivos de se adaptarem ao meio. Acontece que esta adaptação não se dá de maneira mecânica, não é o esforço de um indivíduo que leva ao desenvolvimento da espécie. Para haver evolução das espécies são necessárias duas condições básicas: 1) deve haver variação de características entre os indivíduos de uma mesma população; 2) deve haver uma forma para que estas variações sejam transmitidas para a geração futura. São conclusões simples, mas fundamentais. Primeiro, por mais semelhanças que existam entre os indivíduos de uma mesma espécie, de uma mesma população, sempre haverá diferenças individuais, mesmo que imperceptíveis. Estas diferenças são a matéria prima da seleção natural e, portanto, da evolução. Em segundo lugar, não basta que haja diferenças individuais, para a seleção natural, só importam as diferenças que possam ser transmitidas.
A matéria prima da seleção natural são as diferenças individuais hereditárias, mas o realizador desta seleção é o meio em que vive determinada espécie. Na natureza sobrevive o mais apto, o que não significa ser o mais forte, exemplo é a extinção dos dinossauros. Apto é o que melhor se adapta ao meio. Os indivíduos que melhor se adaptam ao meio viverão em média mais tempo do que os inaptos, como vivem mais tenderão a se reproduzir mais. Ao longo do tempo, tenderá a predominar em uma determinada população as características dos mais aptos. O meio seleciona naturalmente os mais aptos, mas isto não significa que a evolução seja uma acomodação ao meio, é na verdade a superação das adversidades. Por isto a seleção natural deve ser enxergada não como uma forma de conservação, mas sim de transformação, de evolução das espécies. A relação entre o meio e as diferenças individuais dos indivíduos é dialética, uma contradição que encerra grandes complexidades. Um meio favorável, pode se transformar em desfavorável repentinamente, transformando inaptos em aptos e vice-versa. Modificações no meio podem conduzir a uma divisão em grupos de uma mesma espécie, de modo que os indivíduos destes grupos não mais cruzem entre si, esta separação geográfica, por exemplo, pode dar origem a duas espécies distintas.
Um dos exemplos clássicos da seleção natural, observável pelo homem, é das mariposas Biston betularia que viviam em bosques próximos a centros industriais. Antes do século XIX uma característica marcante destas mariposas era a sua coloração cinza. Com o aumento da poluição, tanto as árvores, que antes também eram cinzas, como as mariposas ficaram negras. O que aconteceu? Uma primeira resposta foi que a fuligem que cobrira as árvores também cobrira as mariposas, mas como a vida de uma mariposa é relativamente curta não haveria tempo para ela se escurecer, o que descarta esta hipótese. Na verdade o que ocorreu foi um processo de seleção natural. Primeiro, havia diferença entre os indivíduos, isto é, antes da poluição existiam mariposas pretas e cinzas; porém como as árvores eram cinzas as mariposas desta cor se camuflavam melhor e não eram devoradas pelos pardais, já as pretas eram mais vulneráveis. Desta maneira, no grupo de mariposas predominavam as cinzas, pois elas sendo as mais aptas, em média, se reproduziam mais do que as pretas. Com a poluição as árvores ficaram pretas, o meio se alterou, tornando as mariposas pretas mais aptas e, portanto, com predominância na população. Recentemente, devido as políticas de controle de poluentes, as árvores do bosque voltaram a sua cor original, pelas leis da seleção natural podemos afirmar com segurança, se nenhum novo fator interferir, que irá predominar novamente as mariposas cinzas.
O grande mérito da teoria da evolução de Darwin é que ela explica todas as transformações dos seres vivos, todo o seu desenvolvimento, sem precisar usar o artifício de uma inteligência absoluta ou de uma intenção causal nas transformações. A seleção natural explica, desde o caso das mariposas, até o desaparecimento dos dinossauros e a transformação de um tipo de primata em Homo sapiens. E a evolução natural não ocorreu até um determinado período, ela sempre existiu, segue existindo e enquanto haja vida e meio continuará existindo. A teoria de Darwin representou uma revolução no pensamento humano, comparável mesmo à descoberta das leis econômicas e sociais feita por Marx e Engels. Darwin não alcançou a descoberta de que os genes eram constituídos por DNA (ácido desoxiribonucléico) feita no início da década de 1940 pelos cientistas O.T.Avery, C.M. Macleod M. McCarty. Está no código genético, no DNA a fonte da variação individual. A causa das mutações, ou os fatores que interferem nela, são questões ainda sem solução. Questões a serem resolvidas pela ciência e que de forma alguma invalidam a teoria de Darwin, que por si só, mesmo sem o conhecimento do mecanismo da hereditariedade, já explicava a evolução.
O debate pseudocientífico dos criacionistas
Os criacionistas sempre combateram as teorias da evolução. Agora em seu contra-ataque reacionário, que visa impor seu dogma religioso como disciplina escolar, os criacionistas tentam utilizar uma linguagem científica. Não temos nada contra que as pessoas professem sua fé, inclusive se reúnam como forma de manifestar suas crenças, o que é inadmissível é procurar apresentar uma crença como tendo bases científicas. Na verdade os criacionistas rompem com o próprio princípio do mistério de sua religião, não se pode duvidar é preciso acreditar, mesmo sem provas. Esta é uma das grandes diferenças entre ciência e religião, para ser ciência tem que ser provado na prática, na explicação dos fenômenos que nos rodeiam, para religião não é preciso comprovação, basta a fé. Com o passar do tempo, e conseqüente desenvolvimento científico ficará cada vez mais difícil para as religiões se sustentarem, pois a realidade se revela cada vez como algo independente de uma força consciente que a regeria. A argumentação atual dos criacionistas já é uma constatação deste desenvolvimento já que as pessoas não aceitam mais simples dogmas, exigem uma explicação.
Porém, os criacionistas não estão interessados em um debate científico, por mais que muitos de seus defensores saiam por aí dizendo bravatas contra a teoria da evolução. Não estão preocupados em buscar a verdade, sua discussão não visa a investigação e sim a desmoralização da teoria darwinista e a imposição de seu dogma. Se estivessem interessados em um debate científico estariam dispostos a mudar seus pontos de vistas caso fossem convencidos do contrário. Mas estão dispostos a isto? Claro que não. Seus argumentos não se concentram na explicação de suas formulações, afinal já estão na Bíblia. O que fazem é aproveitar da ignorância científica das pessoas para dizer disparates contra a teoria da evolução. Outra tática deles é tocar em questões ainda não elucidadas pela ciência para dizer que a seleção natural é falsa. É claro que existem questões a serem descobertas e sempre haverá, o que não existe é problemas já resolvidos para toda a eternidade como apregoam.
O fato da teoria da evolução não responder a todas as questões, longe de lhe tirar o caráter de científico o reafirma. Uma teoria que responde a tudo de antemão não é uma teoria científica é um dogma. Uma das características de uma teoria científica é o chamado “princípio da falhabilidade”, para uma teoria ser científica ela tem que poder ser contestada, ter uma falha que se acontecesse a inviabilizaria.
Se um dia descobríssemos ossos humanos junto com ossos de dinossauros, na mesma estratificação geológica, cairia por terra a teoria da evolução. Portanto para uma teoria ser científica, verdadeira, ela não só tem que ser comprovada como também tem que poder ser contestada.
Queridos alunos, após a leitura criteriosa do texto supracitado faça uma análise critica utilizando-se de argumentos para defender o seu ponto de vista em relação a teoria evolutiva. Isso exigirá de você produção textual.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
ESTUDO DA ESTRUTURA E FUNÇÃO DOS RIBOSSOMOS DA PREMIO NOBEL DE QUIMICA A TRÊS CIENTISTAS
Estocolmo, 7 out (EFE).- A Real Academia Sueca de Ciências premiou nesta quarta-feira com o Nobel de Química 2009 três cientistas que descobriram um processo vital fundamental: o mapa do ribossoma, a fábrica de proteínas das células que são a base para o desenvolvimento de muitos antibióticos.
Os americanos Venkatraman Ramakrishnan e Thomas A. Steitz e a israelense Ada E. Yonath foram contemplados em Estocolmo, segundo o júri, "por seus estudos da estrutura e função do ribossoma", complexo supramolecular que sintetiza proteínas com a informação genética que chega do DNA.
Os três premiados utilizaram um método chamado cristalografia de raios X para traçar um mapa com a posição de cada um das centenas de milhares de átomos que formam o ribossoma.
Em toda célula de um organismo há moléculas de DNA que contêm as pegadas pessoais de cada ser vivo, mas são passivas e só se transformam em matéria viva graças aos ribossomas, que leem a informação que chega no RNA (ácido ribonucléico) mensageiro.
Muitos dos antibióticos de hoje curam doenças ao matar as bactérias através do bloqueio das funções de seus ribossomas.
Os modelos desenhados por Ramakrishnan, Steitz e Ada para mostrar como os antibióticos se relacionam com os ribossomas são usados pelos cientistas para desenvolver, por sua vez, novos antibióticos contra as bactérias muito resistentes.
O Nobel de Química 2009 é o terceiro de uma série de prêmios que reconhecem a aplicação em nível atômico das teorias de Darwin sobre a evolução das espécies.
O americano James D. Watson e os britânicos Maurice H. F. Wilkins e Francis H. C. Crick foram reconhecidos em 1962 por descobrir a estrutura em dupla hélice da molécula de DNA, e em 2006 o americano Roger D. Kornberg ganhou o Nobel de Química por revelar o processo através do qual se copia a informação do DNA ao RNA.
No início da década de 40, os pesquisadores já sabiam que os cromossomos são os responsáveis por transmitir os traços hereditários, compostos por DNA e proteínas, mas se acreditava que, por sua complexidade, eram eles, e não o DNA, os encarregados de fazê-lo.
O chamado experimento Avery-MacLeod-McCarty demonstrou o contrário em 1944 e reconduziu a atenção para o DNA. Nove anos depois, Watson e Crick juntaram as peças do quebra-cabeça do DNA.
Ao mesmo tempo, a comunidade científica começou a interessar-se por outro ácido nucléico, o RNA, situado no citoplasma e não no núcleo, onde também se encontra a partícula que produz as proteínas e que, em 1958, recebeu o nome de ribossoma.
O passo seguinte foi descobrir o processo de transmissão do código genético do DNA aos ribossomos, mas a estrutura interna do modelo seguia desconhecida.
No final dos anos 70, Ada decidiu tentar gerar estruturas cristalográficas de raios X do ribossoma, apesar de essa opção ter sido considerada impossível na época.
Para isso, elegeu uma bactéria que vive em condições severas, o Geobacillus stearothermophilus, e, em 1980, gerou os primeiros cristais tridimensionais, uma grande conquista apesar de sua imperfeição.
Seria preciso outros 20 anos de trabalho duro, em uma carreira à qual se uniram outros cientistas, como Steiz e Ramakrishnan, para que Ada conseguisse gerar uma imagem do ribossoma na qual poderia determinar a localização de cada átomo.
Steitz deu um passo crucial em 1998, com a descoberta da primeira estrutura de cristal da subunidade mais longa do ribossoma, permitindo detectar as moléculas de RNA, apesar de não ter localizado cada átomo individual.
A única coisa que sobrava era melhorar a qualidade dos cristais e recolher mais dados para melhorar a nitidez da imagem, algo que os três cientistas alcançaram quase ao mesmo tempo, em 2000, quando identificaram, além disso, uma regra molecular para explicar a precisão dos ribossomos no processo de tradução do DNA.
Os três cientistas se dividirão em partes iguais os dez milhões de coroas suecas (US$ 1,4 milhão) recebidos pelo Nobel de Química.
Ribossomo - Organela celular responsável pela síntese de proteica