segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Se esta moda pega

Projeto forma rede de empréstimos de bike sem custos em São Paulo

Lydia Cintra 3 de novembro de 2011

Que tal ser o zelador de uma bike? Há quatro meses começou em São Paulo o projeto Coletivas, cujo lema é: “Bicicleta parada não leva a nada”. Se você tem uma bike parada e sem uso, pode doar. Ou então, pode colocá-la à disposição de uma rede de empréstimos quando não estiver usando. Doação de peças e ajuda com mão-de-obra voluntária em consertos e ajustes também são bem-vindas.


O projeto não tem uma sede, nem pessoas contratadas. Tudo funciona de forma colaborativa, inclusive com a realização de oficinas para reparos nas bikes. Em entrevista para o Bike Pedal e Cia, Fabrício Muriana, um dos idealizadores do Coletivas, disse que “há uma demanda latente por pessoas que começaram a pedalar e um estoque de bicicletas paradas muito grande. Só não está centralizado em algum lugar online”.

O projeto não envolve dinheiro, nem tem essa intenção. As trocas são baseadas na confiança, o que gera uma via de mão dupla. Quem pega emprestado, por exemplo, pode fazer algum reparo, calibrar os pneus ou mesmo devolvê-la mais limpa do que pegou. “Esse seria o pagamento pelo uso, o que ajudará a custear sua manutenção e estabelecerá uma relação de responsabilidade e de mais intimidade com aquela bicicleta”.

O zelador é a pessoa responsável justamente por zelar por uma das bikes. É o responsável por guardá-la e combinar o empréstimo com o usuário interessado. Os detalhes são conversados entre as duas partes envolvidas: tempo de uso, manutenção e local onde serão guardadas são questões combinadas em cada caso.

Cada bike tem um nome (Chiquinha, Amarelinha…). Essa “personificação” faz com que não elas sejam apenas um número. A ideia é criar o sentimento de pertencimento coletivo pelas bicicletas, as protagonistas do projeto. Com o tempo, cada bike terá um “perfil” virtual, com resumo, fotos, histórias e depoimentos que servirão como referência para quem quiser utilizar o serviço.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O mau uso dos medicamentos está favorecendo a tuberculose

Há um problema sério em se tratar tuberculose de qualquer jeito, como qualquer outra doença: que a doença fique mais forte; isto é, o uso de um antibiótico comum pode causar um problema ao gerar um tipo de tuberculose mais resistente. Fluoroquinolonas são as drogas mais comumente prescritas nos EUA, e são utilizadas para lutar contra uma série de infecções, desde sinusite até pneumonia. Elas também são uma espécie de primeira linha de defesa eficaz contra infecções provenientes da tuberculose que mostram resistência medicamentosa. Entretanto, uma nova pesquisa mostra que o uso generalizado de fluoroquinolonas pode criar uma cepa de bactérias resistentes a estes medicamentos também, e isso é pra lá de preocupante.
A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais antigas da Humanidade. É causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como “Bacilo de Koch”, em homenagem ao seu descobridor, o médico Heinrich Hermann Robert Koch. Sua contaminação se dá principalmente por via aérea. Dados históricos sobre a tuberculose no Brasil podem ser vistos diretamente no site da Fundação Instituto Oswaldo Cruz – FIOCRUZ.
O problema principal dessa resistência a medicamentos se dá por causa da Seleção Natural, como sempre.
Quando você aplica um remédio, este agirá em cima do agente etiológico, ou seja, o agente causador de uma doença. O problema é que bactérias (como no caso do Bacilo de Koch) possuem uma taxa de reprodução alta. Assim, é muito fácil aparecer alguma mutação no código genético da bactéria, fazendo aparecer uma nova espécie. Se a taxa de reprodução não for rápida o bastante, o remédio matará todos os agentes infecciosos presentes. Daí, tchau, tchau. Caso a taxa de reprodução seja rápida o suficiente para que alguma cópia seja “mal-feita” (uso o termo “mal-feito” por se referir à produção de uma bactéria com o código genético diferente da célula de origem), apresentando alguma mutação, poderá haver duas coisas. Primeiro, uma mutação que não fará diferença nenhuma, o que significa que a cepa de bactérias não conseguirá viver no meio e perecerá. Uma segunda alternativa será que aconteça uma mutação específica, uma mutação que faça com que a bactéria tenha resistência ao medicamento.
O primeiro caso não é muio interessante neste momento, já que o medicamento age sobre todo o agente infeccioso, ele morre e você fica curado. Simples. O problema está no segundo caso. Mas, por que ele acontece? Simplesmente, a bactéria não fica “mais espertinha” e se defende do remédio. Bactérias não pensam. Quando aparece um indivíduo resistente ao medicamento, ele não vai perecer. Assim, ele gerará mais descendentes e estes terão as mesmas características. Os indivíduos que não tinham resistência ao remédio morrem, sobrando apenas os fármaco-resistentes. Estes últimos gerarão mais descendentes, podendo – através de contato ou via aérea – contaminar outras pessoas, iniciando um novo tipo de tuberculose.
A pesquisa da Drª Rose A. Devasia, a ser publicada na American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, versa sobre a determinação da prevalecência e os fatores de risco da tuberculose resistente a fluoroquinolona na maior parte da população norte-americana. Para isso, eles identificaram todas as pessoas com diagnóstico confirmado de tuberculose. As pessoas que possuíam a variante resistente a fluoroquinolona foram separados dos demais e comparados com pessoas apenas com suspeita da doença.
“Enquanto a resistência das cepas de tuberculose à fluoroquinolona tem sido relatada desde meados da década de 1990, segundo sabemos, nenhum teve as causas diretas investigadas”, disse a Drª Devasia
Depois de excluir os pacientes que não possuíam uma cultura de bactérias utilizáveis, os investigadores analisaram dados de 640 pacientes. Dados como idade, raça e outros fatores demográficos não foram significativamente associados com resistência, mas quando os pesquisadores analisaram os dados de forma mais abrangente, eles encontraram uma associação linear entre a exposição à fluoroquinolona e a resistência a este medicamento.
Em geral, os doentes que tinham utilizado fluoroquinolonas dentro de 12 meses de diagnóstico tiveram quase cinco vezes mais probabilidade de ter uma cepa resistente à fluoroquinolona do que aqueles que não tinham usado o medicamento, e houve uma associação linear entre o comprimento de utilização da fluoroquinolona e a variação bacteriana que apresentava resistência. Ninguém dissera que a Natureza tinha que ser boazinha, nem que a Seleção Natural só propiciasse coisinhas boas.
O Dr. John Bernardo, da Escola de Medicina da Universidade de Boston e o Dr. Wing Wei Yew, do Hospital Grantham – em Hong Kong, constataram que a pressão sobre médicos – particularmente Emergências – para receitar medicamentos impróprios pode contribuir para este problema crescente.
“Por enquanto, todos nós precisamos ser mais cuidadosos ao considerar o uso desses medicamentos e limitar o uso prolongado ou repetido dos usos das fluoroquinolonas, ou mesmo evitá-las completamente, em pacientes que estão com risco de tuberculose ativa”, escreveram os médicos em um editorial de acompanhamento na mesma edição da revista.
O mesmo processo evolutivo que permitiu que a doença venha afetando os humanos por séculos e mais séculos está em curso ainda, só que mais rápido. O ataque contra o inimigo acaba propiciando um inimigo mais forte. Agora, resta aos pesquisadores trabalharem em cima de medicamentos que atuem mais rapidamente, evitando que os impiedosos processos evolutivos hajam na corrida pela vida, onde uma bactéria – que não possui olhos, membros e nem cérebro – ganhe de seres especializados, que conquistaram seu ambiente, mas não são páreos para algo com uma taxa de mutação e velocidade de reprodução muito rápidos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A biodiversidade na Visão Darwiniana

A biodiversidade é a variação existente entre as espécies de animais, plantas, microorganismos e outros seres vivos, e também a variação dentro de cada espécie (diversidade genética) e nos ecossistemas, nos quais as espécies interagem entre si e com o ambiente. Para entender a ideia de biodiversidade é necessário estudar a teoria da evolução por seleção natural, proposta pelos naturalistas Charles Darwin e Alfred Russel Wallace, tema do livro "A origem das espécies", de 1859, escrito por Darwin.

A teoria da seleção natural define que cada espécie existente hoje no planeta passou pelo processo de seleção da natureza e está adaptada e equilibrada em seu habitat. A seleção natural é resultado da sobrevivência de indivíduos portadores das melhores variações em relação ao meio onde vivem. Essas variações são hereditárias e se acumulam na descendência, o que no decorrer das gerações pode ocasionar o surgimento de uma nova espécie.

A teoria da seleção natural é um ponto chave para se entender a biodiversidade, como defende Nélio Bizzo, biólogo e professor de Metodologia de Ensino de Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (USP): "sem uma teoria que conceba a evolução biológica é impossível compreender a diversidade biológica. A vida tem uma dinâmica própria que impõe mudanças a cada geração, e a evolução é uma consequência em larga escala dessa dinâmica em pequena escala".

Genética

A ciência hoje já desvendou algo que Darwin desconhecia: a razão pela qual ocorrem as variações genéticas. As mutações são variações espontâneas dos genes, que determinam novas características no organismo, úteis ou não. Caso sejam úteis, prevalecem e são transmitidas a seus descendentes, podendo gerar assim o aparecimento de novas espécies. O neodarwinismo ou teoria sintética da evolução une a proposta de Darwin com os estudos da Genética.

A genética também é uma aliada nas investigações de rotas de migração de indivíduos, como explica Fernandes: "Darwin não conhecia a fundo a genética, os gametas, as taxas de mutação, ou seja, toda a biologia molecular. Agora os cientistas tentam direcionar estudos de evolução usando o DNA mitocondrial, aquele que é herdado da mãe. Com isso consegue-se traçar rotas de migração e dispersão dos organismos, até mesmo do próprio ser humano que migrou, em algum momento, da África para o resto do mundo".

Extinção

Assim como explica o surgimento de novas espécies, a seleção natural também pressupõe a extinção natural de outras; tudo para garantir um equilíbrio ecológico. "As extinções locais e globais são fenômenos naturais, e ocorreram pelo menos cinco grandes extinções em massa nos últimos 545 milhões de anos. No entanto, o ritmo de extinções locais e globais está aumentando. É importante perceber que não se pode esperar acabar com as extinções, mas sim diminuir seu ritmo", diz Bizzo, biólogo da USP.

Para alertar sobre esse ritmo acelerado de extinção das espécies, a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade e, no documento que traz o cenário da biodiversidade atual, aponta que a taxa de perda de espécies animais e vegetais hoje chega a cem vezes a de extinção natural. Além disso, cerca de 150 espécies são extintas todos os dias no mundo, a maioria pela ação humana. Para o professor Padial, um dos principais desafios da Biologia em relação à teoria da evolução de Darwin é entender como, e em qual velocidade, as espécies atuais sobreviverão frente às rápidas mudanças ambientais, como o aquecimento global, a poluição e a perda acelerada de áreas naturais.

"Até pouco tempo atrás, os pesquisadores acreditavam que processos evolutivos não ocorriam em um curto período de tempo. Assim, com as mudanças globais, a extinção era o destino mais provável da grande maioria de espécies", analisa o ecólogo André Padial. Entretanto, algumas delas podem se adaptar via seleção natural rapidamente, o que fará com que várias consigam sobreviver no futuro, quando explorarão o ambiente de uma forma diferente, possivelmente dando origem a espécies diferentes. "Muitas espécies mudarão sua área de distribuição atual, enquanto muitas outras, infelizmente, se extinguirão", conclui o pesquisador.

Atividade para o terceiro ano do ensino médio


1- Você concorda com a teoria de Charles Darwin? sim ou não? se a resposta for sim
pense em exemplos práticos do dia a dia que podem explicar esse processo onde alguns seres vivos são selecionados pelo ambiente. se a resposta for não justifique sua resposta utilizando argumentos(3) para defender sua ideia.

2- De acordo com o texto como Darwin explicaria essa vantagem da população humana em relação as outras espécies? O que nos coloca em vantagem em relação aos outros organismos? será que nós seres humanos somos melhores e os mais adaptados do planeta? quias são os motivos para que aconteça esse fenômeno?

3- Temos muitas espécie correndo risco de extinção. Você consegue imaginar o que poderá ocorrer daqui alguns anos (pense na cadeia alimentar, recursos naturais, etc), será que todos nós estaremos adaptados suficientemente para suportar os problemas ambientais que vem pela frente? Projete-se mentalmente para o futuro e analise o meio ambiente como um todo. depois relate quais seriam as saídas para enfrentar esse problema?

4- A sociedade em geral se intitula como sendo um ser racional, diferente dos outros seres vivos pela capacidade de pensar, agir e de se relacionar com os outros seres vivos. No ponto de vista evolutivo somos tão evoluídos como qualquer outras espécie que habitam o planeta pois sofremos as mesmas pressões do ambiente que vai selecionando os indivíduos deixando no ambiente somente os mais aptos. Você concorda com quais dos pontos de vistas ? justifique sua resposta.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O Pampa Ameaçado!

Segundo dados do ministério do Meio Ambiente o desatamento do Floresta Amazônia (bioma com maior biodiversidade do mundo) caiu em 75%, nesses últimos meses, em contra partida o nosso Bioma Pampa segue com seu velhos problemas, a pecuária, a agricultura cultivo da soja, aberturas de estradas, redes de transmissão de energia, e agora a plantio de eucaliptos. Estima-se que restam apenas 46% da sua vegetação original, com isso aumentam os perda na biodiversidade e consequentemente trará grandes prejuízos ambientais no futuro próximo. Cuidar de nossos ecossistemas é o mínimo que nossos políticos poderiam fazer na questão ambiental, ao contrario disso aprovam Leis que autorizam a devastação desses recursos naturais como a alteração do Código florestal Brasileiro. Esperamos que esses dados sirvam de alerta, pois a final de contas para termos um equilíbrio ambiental. É necessário conservar e zelar por todos os Biomas, pois são neles que estão inseridas o grande numero de espécies de fundamental importância, com essas reduções nesse ecossistemas muitas delas correm risco de extinção.
Bioma = Grande Ecossistema com clima e vegetação característica ou outro aspecto identificador de paisagem.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Inconsequência Parlamentar

Nesses dias em que muito se discute a preservação ambiental, em plena semana do meio ambiente, o deputado federal do PC do B (SP) Vs. Excelência Deputado Federal incosequnte Sr. Aldo Rabelo, apresentou um novo projecto de lei que altera o código ambiental brasileiro. O texto com 35 paginas e 55 artigos tira da ilegalidade várias culturas ditas como essenciais para o país, mas muito ruins para o meio ambiente como o café, o arroz e se não bastasse isso o texto também alivia os compromissos ambientais da na modalidade agricultura familiar e ainda acaba com os limites para o plantio da monocultura do eucalipto, ou seja, se esse projeto de Lei for aprovado será um convite para colocar o pé no acelerador no que diz respeito a devastação ambiental. Fica então a pergunta "como é possível legislar com tamanha incosequencia?
Mais uma vez acontece a criação de Leis que deveriam beneficiar a grande parcela da população e acaba beneficiando apenas a minoria, Queremos saber qual é o tamanho da sua fazenda Sr. deputado? ou melhor quanto o Sr. está ganhando com isso ?

Semana do Meio Ambiente

Desenvolvimento Sustentável

Você já parou para pensar no que significa a palavra "progresso"? Pois então pense: estradas, indústrias, usinas, cidades, máquinas e muitas outras coisas que ainda estão por vir e que não conseguimos nem ao menos imaginar. Algumas partes desse processo todo são muito boas, pois melhoram a qualidade de vida dos seres humanos de uma forma ou de outra, como no transporte, comunicação, saúde, etc. Mas agora pense só: será que tudo isso de bom não tem nenhum preço? Será que para ter toda essa facilidade de vida nós, humanos, não pagamos nada?

Você já ouviu alguém dizer que para tudo na vida existe um preço? Pois é, nesse caso não é diferente. O progresso, da forma como vem sendo feito, tem acabado com o ambiente ou, em outras palavras, destruído o planeta Terra e a Natureza. Um estudioso do assunto disse uma vez que é mais difícil o mundo acabar devido a uma guerra nuclear ou a uma invasão extraterrestre (ou uma outra catástrofe qualquer) do que acabar pela destruição que nós, humanos, estamos provocando em nosso planeta. Você acha que isso tudo é um exagero? Então vamos trocar algumas ideias.

E o Desenvolvimento Sustentável?

O atual modelo de crescimento econômico gerou enormes desequilíbrios; se, por um lado, nunca houve tanta riqueza e fartura no mundo, por outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a poluição aumentam dia-a-dia. Diante desta constatação, surge a ideia do Desenvolvimento Sustentável (DS), buscando conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e, ainda, ao fim da pobreza no mundo.

As pessoas que trabalharam na Agenda 21 escreveram a seguinte frase: "A humanidade de hoje tem a habilidade de desenvolver-se de uma forma sustentável, entretanto é preciso garantir as necessidades do presente sem comprometer as habilidades das futuras gerações em encontrar suas próprias necessidades". Ficou confuso com tudo isso? Então calma, vamos por partes. Essa frase toda pode ser resumida em poucas e simples palavras: desenvolver em harmonia com as limitações ecológicas do planeta, ou seja, sem destruir o ambiente, para que as gerações futuras tenham a chance de existir e viver bem, de acordo com as suas necessidades (melhoria da qualidade de vida e das condições de sobrevivência). Será que dá para fazer isso? Será que é possível conciliar tanto progresso e tecnologia com um ambiente saudável?

Acredita-se que isso tudo seja possível, e é exatamente o que propõem os estudiosos em Desenvolvimento Sustentável (DS), que pode ser definido como: "equilíbrio entre tecnologia e ambiente, relevando-se os diversos grupos sociais de uma nação e também dos diferentes países na busca da equidade e justiça social".

Para alcançarmos o DS, a proteção do ambiente tem que ser entendida como parte integrante do processo de desenvolvimento e não pode ser considerada isoladamente; é aqui que entra uma questão sobre a qual talvez você nunca tenha pensado: qual a diferença entre crescimento e desenvolvimento? A diferença é que o crescimento não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça sociais, pois não leva em consideração nenhum outro aspecto da qualidade de vida a não ser o acúmulo de riquezas, que se faz nas mãos apenas de alguns indivíduos da população. O desenvolvimento, por sua vez, preocupa-se com a geração de riquezas sim, mas tem o objetivo de distribuí-las, de melhorar a qualidade de vida de toda a população, levando em consideração, portanto, a qualidade ambiental do planeta.

O DS tem seis aspectos prioritários que devem ser entendidos como metas:

  1. A satisfação das necessidades básicas da população (educação, alimentação, saúde, lazer, etc);

  2. A solidariedade para com as gerações futuras (preservar o ambiente de modo que elas tenham chance de viver);

  3. A participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e fazer cada um a parte que lhe cabe para tal);

  4. A preservação dos recursos naturais (água, oxigênio, etc);

  5. A elaboração de um sistema social garantindo emprego, segurança social e respeito a outras culturas (erradicação da miséria, do preconceito e do massacre de populações oprimidas, como por exemplo os índios);

  6. A efetivação dos programas educativos

Na tentativa de chegar ao DS, sabemos que a Educação Ambiental é parte vital e indispensável, pois é a maneira mais direta e funcional de se atingir pelo menos uma de suas metas: a participação da população.

Questões para discussão

  1. O nosso país está crescendo em ritmo acelerado. Após a leitura tente identificar qual é o atual modelo de crescimento econômico adotado pelo Brasil você enxerga alguma semelhança com o modelo adotado por algum país desenvolvido? Qual (is)? Ele prima em algum momento pelo o desenvolvimento sustentável? em que momento isso acontece?

  2. O grupo acredita que é possível desenvolver sem afetar o meio ambiente, ou seja, utilizando somente os recursos mínimos necessários? Quais são os momentos de nosso dia a dia que podemos adotar medidas do DS? Vocês adotam essas medidas ou pretendem adotar algum dia?

  3. Quais medidas simples do dia a dia o grupo acha que poderia adotar para se enquadrar em alguma meta do DS?

  4. O grupo concorda acha importante as metasestabelecidas pelo do DS? E os próximos candidatos será que estão se preocupando com esse problema? Se o grupo concorda com o DS Quais são os pontos que vocês irão analisar no discursos dos presidenciáveis?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Uma Homenagem ao Dia da Terra 22/04


Terra (Caetano Veloso)

Quando eu me encontrava preso
Na cela de uma cadeia
Foi que vi pela primeira vez
As tais fotografias
Em que apareces inteira
Porém lá não estavas nua
E sim coberta de nuvens...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Ninguém supõe a morena
Dentro da estrela azulada
Na vertigem do cinema
Mando um abraço prá ti
Pequenina como se eu fosse
O saudoso poeta
E fosses a Paraíba...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Eu estou apaixonado
Por uma menina terra
Signo de elemento terra
Do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza
Terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Eu sou um leão de fogo
Sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente
E de nada valeria
Acontecer de eu ser gente
E gente é outra alegria
Diferente das estrelas...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

De onde nem tempo, nem espaço
Que a força mãe dê coragem
Prá gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas do nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...

Na sacada dos sobrados
Da velha são Salvador
Há lembranças de donzelas
Do tempo do Imperador
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito...

Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra!