terça-feira, 9 de março de 2010

Novidades no Mercado dos Medicamentos Contraceptivos


A HRA Pharma acaba de lançar no mercado Europeu um novo Contraceptivo de emergência que segundo especialistas é mais eficaz que a pilula do dia seguinte pois essa pode ser tomada até 5 dias após a relação sexual desartroza (naqueles casos em estourar a camisinha por exemplo) evitando assim uma gravidez indesejada. O novo medicamento foi lançado na França, Italia, Espanha, Inglaterra e Alemanha. O lançamento também causou uma nova discussão entre os grupos anti aborto da Igreja católica e os cientistas, "o medicamento provocaria aborto ou não"? A questão sempre causa polêmica, a igreja é contra o uso de qualquer método contraceptivo ainda mais desse tipo, mas os cientistas afirmam que o medicamento atua impedindo a passagem do espermatozóide pelo colo do útero e com o retardamento do deslocamento do óvulo na trompa de falópio, pode provocar também uma descamação na parede uterina impedindo que o "ovo" (célula fecundada que desencadeia o processo de desenvolvimento embrionário) fize-se nas paredes úterinas. Maso simples fato de tomar o medicamento após a relação sexual desastroza não impede que a gravidez aconteça, caso ela aconteça, o medicamento não causa nem um prejuizo no desenvolvimento embrionário. vale lembrar que esses métodos contraceptivos de emergência não devem ser utilizados como se fosse baton devido aos efeitos colaterais desses tipos de drogas, que podem ser: dores de cabeça, enjôos, nauseas seguidadas ou não de vômito, diarréia, fortes dores abdominais, sangramentos contínuos entre outros. O que não se deve esquecer também é que o método não previne as doenças sexualmente transmissíveis e para isso devemos sempre utilizar a camisinha. Quando chegar ao Brasil estima-se que o custo desse novo medicamento seja em torno de 32 Euros cerca de 80 reais.

Medicamento Ellaone
Até 3 dias após a relação o medicamento previne 85% das gestações
Se a pílula for ingerida com 4 ou 5 dias após a relação a taxa de eficácia cai para 61%

Pilula do Dia seguinte
Até 24 horas previne até 95 %
até 48 horas previne 85%
de 48 a 72 horas cai para 58 a eficácia

Vale lembrar que no caso de ja ter acontecido a fecundação do óvulo pelo espermatozóide antes da ingestão da pilula pode acontecer a gestação, por tanto nenhum desses métodos são abortivos.

No Caso de dúvidas um medico sempre deve ser consultado!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ciência X Criacionismo

A luta entre a teoria da evolução das espécies e a concepção criacionista da natureza há muitos anos ocupa um importante espaço no debate filosófico. Faz parte do confronto histórico entre materialistas e idealistas. Nos últimos anos porém, este debate tem adquirido algumas particularidades. Os defensores do criacionismo, que interpretam a Bíblia ao pé da letra e dizem que a origem do mundo natural se deu exatamente como é relatado na gênesis, tem procurado se embasar “cientificamente” para defender a veracidade de sua fé. Argumentam que não há confirmação da teoria da evolução e que, portanto, junto ao estudo do darwinismo, nas escolas do ensino médio, deveria ser ensinado a gênesis bíblica. Ou seja, que nas aulas de ciência se ensine a evolução e o criacionismo como duas hipóteses, ficando ao cargo do aluno optar pela qual ele acha mais verdadeira. Acontece que a teoria da evolução proposta por Charles Darwin em 1859, já foi confirmada inúmeras vezes por pesquisas científicas em todo o mundo, e no meio científico é unanimidade que seus fundamentos sejam verdadeiros. Ensinar o criacionismo como sendo uma teoria científica, ou mesmo como uma hipótese, é o mesmo que ensinar para os alunos do ensino fundamental que o nosso planeta é quadrado, ou que é o Sol que gira em torno da Terra.

Este contra-ataque dos criacionistas tem sido tanto no sentido de desmoralizar a teoria da evolução, como de conseguir mudanças concretas na legislação para que seus fins se realizem. O centro da reação criacionista encontra-se no Estados Unidos, aonde quase conseguiram aprovar uma emenda Constitucional que obrigaria o ensino da bíblia nas aulas de ciência. Trata-se da “emenda Santorum”, que foi rejeitada por poucos votos pelo congresso norte-americano. Este projeto conta com apoio de George Bush, do presidente do Senado e de membros da Suprema Corte norte-americana. Alguns estados, como Ohio e Kansas, chegaram a aprovar leis estaduais que instituíam o ensino do criacionismo nas escolas. Mas estas leis estaduais foram consideradas pela Suprema Corte como inconstitucionais, por ferirem a primeira emenda da constituição norte-americana, que proíbe o ensino de qualquer dogma dentro das escolas e universidades. Se aprovado estes projetos haveria um retrocesso histórico no sistema educacional do EUA, estariam retornando aos tempos medievais onde a educação era monopólio da igreja católica, estariam quebrando um dos mais importantes princípios educacionais das revoluções burguesas que foi o do ensino científico e laico, isto é, desvinculado de qualquer tipo de dogma religioso.

A teoria da evolução e o mito da criação

darwinnEm 1859, Charles Darwin publicou sua célebre obra “A origem das espécies pela seleção natural”, aonde explicou, pela primeira vez na História, os mecanismos que permitem a evolução dos seres vivos sem a ação de uma “inteligência superior”. A teoria da evolução, como ficou conhecida as idéias de Darwin, representou uma verdadeira revolução no pensamento humano, pois libertava definitivamente o estudo da biologia da dominação dos dogmas religiosos. Hoje para nós é bastante natural discutirmos a evolução da natureza, de estruturas simples como as bactérias até chegarmos ao nível de complexidade do ser humano. Todos nós já vimos nos livros de ciência do ensino fundamental a representação da transformação de um primata, de um Austrolopithecos em Homo sapiens. No entanto, na época de Darwin isto era praticamente inadmissível, faltavam até mesmo elementos para a estruturação de uma teoria coerente sobre a evolução.

Os mitos da criação existiram em todas as civilizações, variam de cultura para cultura mas todos procuram uma explicação para o surgimento do homem e da natureza. Os gregos, os incas, os chineses e mesmo os índios que habitavam o Brasil antes da chegada dos portugueses possuíam seus mitos. Destes mitos, o que se tornou mais conhecido mundialmente está contido no velho testamento, que conta da criação do mundo em sete dias por um Deus único. O velho testamento é a base das religiões cristãs, mulçumanas e judaicas, que compartilham o mesmo mito sobre a gênese. Toda esta crença penetrou profundamente na consciência social, de forma que foi bastante difícil para o homem se libertar do próprio mito por ele criado. Acontece que com o desenvolvimento das forças produtivas vai aumentando o domínio do homem sobre a natureza e, conseqüentemente, o desenvolvimento científico. As descobertas científicas feitas pelo homem de imediato se chocam com as rígidas concepções religiosas, pois a realidade encontrada pela ciência divergia fundamentalmente dos mitos religiosos. Não poderia ser diferente, como homens, há cerca de dois mil anos atrás poderiam compreender corretamente sobre a origem da vida e do universo? Os homens que escreveram a bíblia partiram dos conhecimentos adquiridos pela sociedade até aquela época, o desconhecido era preenchido por sua fantasia. Seria exigir demais que homens de dois milênios atrás, por mais geniais que fossem, conseguissem explicar fenômenos que somente hoje compreendemos.

Quando Darwin formulou a teoria da evolução ele questionou diretamente o mito da gênesis. Pois na Bíblia conta que Deus criou os animais tais como eles são hoje, lá também não consta sobre histórias de animais gigantescos que desapareceram, como os dinossauros. Para próprio o Darwin, que tinha forte formação religiosa, foi difícil chegar a uma conclusão que o mito bíblico estava errado, tanto que ele demorou 20 anos para publicar suas descobertas. No entanto, ele era um cientista e, como tal, não teve dúvida em publicar suas descobertas, por mais que estas se chocassem com antigos dogmas religiosos.

A teoria da evolução de Darwin, não foi a primeira descoberta científica que se colocou abertamente contra a interpretação dogmática da Bíblia. No salmo 104:5, está escrito “Deus colocou a Terra em suas fundações para que não se mova por todo o sempre”. Este salmo é resultado da observação empírica humana, pois aparentemente é o sol que gira em torno da Terra e não o contrário, aparentemente a Terra está parada e o sol se move todos os dias de leste para oeste. O cientista grego Ptolomeu, através de cuidadosas observações astronômicas, formulou um modelo geocêntrico onde a Terra seria o centro do universo. Nicolau Copérnico, que assim como Darwin possuía formação religiosa, a partir de complicados cálculos matemáticos descobriu que na verdade era a Terra que girava em torno do Sol. Galileu Galilei, defensor do modelo heliocêntrico, em 1610, com o desenvolvimento do telescópio pôde comprovar a teoria de Copérnico. Ele observou que em torno de Júpiter circulavam quatro satélites, comprovando que existiam corpos que não circulavam a Terra. Pela observação de Vênus, percebeu que este corpo observado da Terra possuía fases, como a Lua, o que só poderia ser explicado pelo modelo heliocêntrico. Galileu foi condenado pelo tribunal da Santa Inquisição por heresia em 1633; somente em 1980 a igreja Católica reconheceu o erro do processo.

Darwin não foi queimado na fogueira, mas suas descobertas foram ainda mais polêmicas do que as de Galileu, exatamente porque tocava o centro do mito da gênesis. Por isto é mais fácil as pessoas aceitarem que a Terra gire em torno do Sol, apesar de muitas vezes não compreenderem que o homem é o resultado de bilhões de anos da evolução da vida, que saltou de formas primitivas mais atrasadas do que as bactérias para o que somos hoje. O criacionismo aproveita-se do desconhecimento científico geral da sociedade para difundir suas idéias errôneas e sua interpretação dogmática da Bíblia, mas como veremos, não consegue encontrar nenhum argumento científico que desminta a teoria da evolução ou confirme a teoria da criação.

A teoria da evolução não é uma hipótese, é uma verdade científica

craniosAssim como hoje o homem tem como certo e comprovado que é a Terra que gira em torno do Sol, também certo está que o meio natural, animais, plantas e relevo, são produto de uma evolução que não cessa. Antes de Darwin ter formulado sua teoria, há muito tempo já se especulava sobre a evolução das espécies e da natureza. Esta visão dialética do mundo natural ganhou força no século XIX primeiramente através dos estudos da geologia. Os geólogos em suas pesquisas começaram a perceber que o solo era resultado de um processo de transformação. As escavações mostraram que o solo é formado por camadas, cada qual de materiais e características distintas, formadas em épocas e situações diferentes. Algumas descobertas, como a de conchas no alto da cordilheiras dos Andes, intrigava os geólogos, pois significava que aquele terreno de alguma forma já esteve no fundo de um oceano. Ao calcularem o tempo que demoraria para surgir formações como estas, viram que se daria na casa dos milhões de anos, contrariando a Bíblia que afirmava que Deus havia criado a Terra há seis mil anos.

Nestas mesmas escavações eram encontradas, em meio a pequenas formações rochosas, ossos ou esqueletos inteiros de seres que não habitam hoje o nosso planeta. O que era aquilo? Eram os chamados fósseis, animais ou plantas, que por um processo físico, que varia de acordo com o tipo do solo, foram conservados por milhões e milhões de anos. Na medida que as pesquisas prosseguiam, a quantidade e a variedade destes fósseis aumentava. Animais cada vez mais estranhos eram encontrados. Os fósseis foram as primeiras pistas de que a natureza viva não é estática, de que se encontra em movimento, em transformação. Os fósseis foram a confirmação de que os reinos animal e vegetal já foram bem diferentes em tempos remotos. O mais interessante era que na medida que se aprofundava uma escavação, quanto mais profunda era a camada geológica mais exóticos eram os fósseis. Não é preciso ser um perito em geologia para concluir que quanto mais profunda uma camada geológica, mais antiga ela é. A linha vertical formada pelos fósseis encontrados dava a exata noção de que além de ter existido animais diferentes na Terra, havia uma relação de ancestralidade, de desenvolvimento, de evolução destes seres. Ou seja, os animais não haviam somente se transformado, haviam evoluído. Seqüências completas de fósseis de animais bastante semelhantes foram encontrados, dando a exata dimensão da evolução das espécies.

Darwin quando saiu em uma expedição do navio inglês Beagle já conhecia as teorias evolucionistas. Inclusive fora chamado a participar da viagem para refutar tais “heresias”. No entanto, a viagem que durou cinco anos permitiu Darwin enxergar na natureza viva aquilo que os fósseis já demonstravam, isto é, a evolução das espécies. Nas ilhas Galápagos, próximo ao Equador, Darwin pôde observar que pássaros bastante semelhantes se adaptavam ao tipo de alimento que consumiam. Aqueles que comiam sementes possuíam um bico curto e duro, os que comiam insetos macios tinham o bico mediano, e os que bebiam néctar das flores tinham o bico fino e alongado. A evolução se tornou evidente para Darwin, os fósseis e a natureza confirmavam sua constante transformação; as especializações dos animais, sua adaptação ao meio mostrava que a vida se impunha ao meio natural, um triunfo só possível de ser explicado pelo processo evolutivo.

Entretanto, o mérito de Darwin não foi enxergar a evolução das espécies, muitos naturalistas do início do século XIX já haviam percebido. A genialidade de Darwin foi que ele conseguiu explicar o mecanismo pelo qual a vida evolui, que foi chamado por ele de Seleção Natural. Não basta perceber a evolução das espécies é preciso descobrir as leis que regem este processo. Isto fez Darwin ao descobrir o principal mecanismo da evolução.

Lembremos que Darwin chegou a conclusão da evolução das espécies ao observar a incrível capacidade dos seres vivos de se adaptarem ao meio. Acontece que esta adaptação não se dá de maneira mecânica, não é o esforço de um indivíduo que leva ao desenvolvimento da espécie. Para haver evolução das espécies são necessárias duas condições básicas: 1) deve haver variação de características entre os indivíduos de uma mesma população; 2) deve haver uma forma para que estas variações sejam transmitidas para a geração futura. São conclusões simples, mas fundamentais. Primeiro, por mais semelhanças que existam entre os indivíduos de uma mesma espécie, de uma mesma população, sempre haverá diferenças individuais, mesmo que imperceptíveis. Estas diferenças são a matéria prima da seleção natural e, portanto, da evolução. Em segundo lugar, não basta que haja diferenças individuais, para a seleção natural, só importam as diferenças que possam ser transmitidas.

bicosA matéria prima da seleção natural são as diferenças individuais hereditárias, mas o realizador desta seleção é o meio em que vive determinada espécie. Na natureza sobrevive o mais apto, o que não significa ser o mais forte, exemplo é a extinção dos dinossauros. Apto é o que melhor se adapta ao meio. Os indivíduos que melhor se adaptam ao meio viverão em média mais tempo do que os inaptos, como vivem mais tenderão a se reproduzir mais. Ao longo do tempo, tenderá a predominar em uma determinada população as características dos mais aptos. O meio seleciona naturalmente os mais aptos, mas isto não significa que a evolução seja uma acomodação ao meio, é na verdade a superação das adversidades. Por isto a seleção natural deve ser enxergada não como uma forma de conservação, mas sim de transformação, de evolução das espécies. A relação entre o meio e as diferenças individuais dos indivíduos é dialética, uma contradição que encerra grandes complexidades. Um meio favorável, pode se transformar em desfavorável repentinamente, transformando inaptos em aptos e vice-versa. Modificações no meio podem conduzir a uma divisão em grupos de uma mesma espécie, de modo que os indivíduos destes grupos não mais cruzem entre si, esta separação geográfica, por exemplo, pode dar origem a duas espécies distintas.

Um dos exemplos clássicos da seleção natural, observável pelo homem, é das mariposas Biston betularia que viviam em bosques próximos a centros industriais. Antes do século XIX uma característica marcante destas mariposas era a sua coloração cinza. Com o aumento da poluição, tanto as árvores, que antes também eram cinzas, como as mariposas ficaram negras. O que aconteceu? Uma primeira resposta foi que a fuligem que cobrira as árvores também cobrira as mariposas, mas como a vida de uma mariposa é relativamente curta não haveria tempo para ela se escurecer, o que descarta esta hipótese. Na verdade o que ocorreu foi um processo de seleção natural. Primeiro, havia diferença entre os indivíduos, isto é, antes da poluição existiam mariposas pretas e cinzas; porém como as árvores eram cinzas as mariposas desta cor se camuflavam melhor e não eram devoradas pelos pardais, já as pretas eram mais vulneráveis. Desta maneira, no grupo de mariposas predominavam as cinzas, pois elas sendo as mais aptas, em média, se reproduziam mais do que as pretas. Com a poluição as árvores ficaram pretas, o meio se alterou, tornando as mariposas pretas mais aptas e, portanto, com predominância na população. Recentemente, devido as políticas de controle de poluentes, as árvores do bosque voltaram a sua cor original, pelas leis da seleção natural podemos afirmar com segurança, se nenhum novo fator interferir, que irá predominar novamente as mariposas cinzas.

O grande mérito da teoria da evolução de Darwin é que ela explica todas as transformações dos seres vivos, todo o seu desenvolvimento, sem precisar usar o artifício de uma inteligência absoluta ou de uma intenção causal nas transformações. A seleção natural explica, desde o caso das mariposas, até o desaparecimento dos dinossauros e a transformação de um tipo de primata em Homo sapiens. E a evolução natural não ocorreu até um determinado período, ela sempre existiu, segue existindo e enquanto haja vida e meio continuará existindo. A teoria de Darwin representou uma revolução no pensamento humano, comparável mesmo à descoberta das leis econômicas e sociais feita por Marx e Engels. Darwin não alcançou a descoberta de que os genes eram constituídos por DNA (ácido desoxiribonucléico) feita no início da década de 1940 pelos cientistas O.T.Avery, C.M. Macleod M. McCarty. Está no código genético, no DNA a fonte da variação individual. A causa das mutações, ou os fatores que interferem nela, são questões ainda sem solução. Questões a serem resolvidas pela ciência e que de forma alguma invalidam a teoria de Darwin, que por si só, mesmo sem o conhecimento do mecanismo da hereditariedade, já explicava a evolução.

O debate pseudocientífico dos criacionistas

garotinOs criacionistas sempre combateram as teorias da evolução. Agora em seu contra-ataque reacionário, que visa impor seu dogma religioso como disciplina escolar, os criacionistas tentam utilizar uma linguagem científica. Não temos nada contra que as pessoas professem sua fé, inclusive se reúnam como forma de manifestar suas crenças, o que é inadmissível é procurar apresentar uma crença como tendo bases científicas. Na verdade os criacionistas rompem com o próprio princípio do mistério de sua religião, não se pode duvidar é preciso acreditar, mesmo sem provas. Esta é uma das grandes diferenças entre ciência e religião, para ser ciência tem que ser provado na prática, na explicação dos fenômenos que nos rodeiam, para religião não é preciso comprovação, basta a fé. Com o passar do tempo, e conseqüente desenvolvimento científico ficará cada vez mais difícil para as religiões se sustentarem, pois a realidade se revela cada vez como algo independente de uma força consciente que a regeria. A argumentação atual dos criacionistas já é uma constatação deste desenvolvimento já que as pessoas não aceitam mais simples dogmas, exigem uma explicação.

Porém, os criacionistas não estão interessados em um debate científico, por mais que muitos de seus defensores saiam por aí dizendo bravatas contra a teoria da evolução. Não estão preocupados em buscar a verdade, sua discussão não visa a investigação e sim a desmoralização da teoria darwinista e a imposição de seu dogma. Se estivessem interessados em um debate científico estariam dispostos a mudar seus pontos de vistas caso fossem convencidos do contrário. Mas estão dispostos a isto? Claro que não. Seus argumentos não se concentram na explicação de suas formulações, afinal já estão na Bíblia. O que fazem é aproveitar da ignorância científica das pessoas para dizer disparates contra a teoria da evolução. Outra tática deles é tocar em questões ainda não elucidadas pela ciência para dizer que a seleção natural é falsa. É claro que existem questões a serem descobertas e sempre haverá, o que não existe é problemas já resolvidos para toda a eternidade como apregoam.

O fato da teoria da evolução não responder a todas as questões, longe de lhe tirar o caráter de científico o reafirma. Uma teoria que responde a tudo de antemão não é uma teoria científica é um dogma. Uma das características de uma teoria científica é o chamado “princípio da falhabilidade”, para uma teoria ser científica ela tem que poder ser contestada, ter uma falha que se acontecesse a inviabilizaria.

Se um dia descobríssemos ossos humanos junto com ossos de dinossauros, na mesma estratificação geológica, cairia por terra a teoria da evolução. Portanto para uma teoria ser científica, verdadeira, ela não só tem que ser comprovada como também tem que poder ser contestada.

Queridos alunos, após a leitura criteriosa do texto supracitado faça uma análise critica utilizando-se de argumentos para defender o seu ponto de vista em relação a teoria evolutiva. Isso exigirá de você produção textual.


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ESTUDO DA ESTRUTURA E FUNÇÃO DOS RIBOSSOMOS DA PREMIO NOBEL DE QUIMICA A TRÊS CIENTISTAS

Estocolmo, 7 out (EFE).- A Real Academia Sueca de Ciências premiou nesta quarta-feira com o Nobel de Química 2009 três cientistas que descobriram um processo vital fundamental: o mapa do ribossoma, a fábrica de proteínas das células que são a base para o desenvolvimento de muitos antibióticos.

Os americanos Venkatraman Ramakrishnan e Thomas A. Steitz e a israelense Ada E. Yonath foram contemplados em Estocolmo, segundo o júri, "por seus estudos da estrutura e função do ribossoma", complexo supramolecular que sintetiza proteínas com a informação genética que chega do DNA.

Os três premiados utilizaram um método chamado cristalografia de raios X para traçar um mapa com a posição de cada um das centenas de milhares de átomos que formam o ribossoma.

Em toda célula de um organismo há moléculas de DNA que contêm as pegadas pessoais de cada ser vivo, mas são passivas e só se transformam em matéria viva graças aos ribossomas, que leem a informação que chega no RNA (ácido ribonucléico) mensageiro.

Muitos dos antibióticos de hoje curam doenças ao matar as bactérias através do bloqueio das funções de seus ribossomas.

Os modelos desenhados por Ramakrishnan, Steitz e Ada para mostrar como os antibióticos se relacionam com os ribossomas são usados pelos cientistas para desenvolver, por sua vez, novos antibióticos contra as bactérias muito resistentes.

O Nobel de Química 2009 é o terceiro de uma série de prêmios que reconhecem a aplicação em nível atômico das teorias de Darwin sobre a evolução das espécies.

O americano James D. Watson e os britânicos Maurice H. F. Wilkins e Francis H. C. Crick foram reconhecidos em 1962 por descobrir a estrutura em dupla hélice da molécula de DNA, e em 2006 o americano Roger D. Kornberg ganhou o Nobel de Química por revelar o processo através do qual se copia a informação do DNA ao RNA.

No início da década de 40, os pesquisadores já sabiam que os cromossomos são os responsáveis por transmitir os traços hereditários, compostos por DNA e proteínas, mas se acreditava que, por sua complexidade, eram eles, e não o DNA, os encarregados de fazê-lo.

O chamado experimento Avery-MacLeod-McCarty demonstrou o contrário em 1944 e reconduziu a atenção para o DNA. Nove anos depois, Watson e Crick juntaram as peças do quebra-cabeça do DNA.

Ao mesmo tempo, a comunidade científica começou a interessar-se por outro ácido nucléico, o RNA, situado no citoplasma e não no núcleo, onde também se encontra a partícula que produz as proteínas e que, em 1958, recebeu o nome de ribossoma.

O passo seguinte foi descobrir o processo de transmissão do código genético do DNA aos ribossomos, mas a estrutura interna do modelo seguia desconhecida.

No final dos anos 70, Ada decidiu tentar gerar estruturas cristalográficas de raios X do ribossoma, apesar de essa opção ter sido considerada impossível na época.

Para isso, elegeu uma bactéria que vive em condições severas, o Geobacillus stearothermophilus, e, em 1980, gerou os primeiros cristais tridimensionais, uma grande conquista apesar de sua imperfeição.

Seria preciso outros 20 anos de trabalho duro, em uma carreira à qual se uniram outros cientistas, como Steiz e Ramakrishnan, para que Ada conseguisse gerar uma imagem do ribossoma na qual poderia determinar a localização de cada átomo.

Steitz deu um passo crucial em 1998, com a descoberta da primeira estrutura de cristal da subunidade mais longa do ribossoma, permitindo detectar as moléculas de RNA, apesar de não ter localizado cada átomo individual.

A única coisa que sobrava era melhorar a qualidade dos cristais e recolher mais dados para melhorar a nitidez da imagem, algo que os três cientistas alcançaram quase ao mesmo tempo, em 2000, quando identificaram, além disso, uma regra molecular para explicar a precisão dos ribossomos no processo de tradução do DNA.

Os três cientistas se dividirão em partes iguais os dez milhões de coroas suecas (US$ 1,4 milhão) recebidos pelo Nobel de Química.

Ribossomo - Organela celular responsável pela síntese de proteica

sábado, 3 de outubro de 2009

Preparação para o Enem

O jornal zero hora juntamente com o cursinho unificado lançaram um simulado do Enem online
com a finalidade de testar os conhecimentos dos candidatos vc pode acessar o link e fazer a prova.
Vá la e boa sorte!
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2674258.xml

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Cientistas Britânicos Descobrem Gene Importante Que Ajuda Sistema Imunológico No Combate à Doenças

Foi descoberto por pesquisadores Britânicos, um gene chamado de E4bp4. Esse gene faz com que células tronco do tipo pluripotentes do sangue se transforme em Células Imunológicas conhecidas como NK - Natural Killers (matadoras natas) que atacam células cancerigenas, Vírus e Bactérias. Espera-se que a descoberta seja uma nova maneira de combater o câncer.
mais informações entrar no link abaixo:
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/09/14/cientistas-britanicos-identificam-gene-que-controla-combate-doencas-767596773.asp

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Cientistas Brasieleiros Utilizam Células Tronco no Tratamento de Efizema Pulmonar

Pesquisadores do interior de São Paulo divulgaram, nesta terça-feira, o resultado de mais uma pesquisa com células-tronco: aquelas que podem se transformar em qualquer tecido humano.

Elas foram usadas, com sucesso, no tratamento de uma doença que atinge os pulmões, o enfisema pulmonar.

As pesquisas foram realizadas no Instituto de Moléstias Cardiovasculares, em São José do Rio Preto, e na Universidade Estadual Paulista, em Assis.

Os primeiros resultados positivos apareceram em cobaias animais. Depois, o procedimento, considerado inédito, foi testado em três pessoas.

As células-tronco foram retiradas da medula óssea e injetadas em uma veia do braço. Os estudos mostraram que uma grande parte das células foi diretamente para os pulmões e o estado de saúde dos pacientes melhorou.

O BIOMA CERRADO TERÁ PLANO DE COMBATE AO DESMATAMENTO


O Ministério do Meio Ambiente planeja para esta semana o lançamento de um plano nacional de combate ao desmatamento no cerrado, semelhante ao que existe desde 2004 para a Amazônia. Entre as ações previstas está a criação de um sistema permanente de monitoramento do bioma via satélite, nos moldes do que já é feito desde 1988 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para a floresta amazônica.
Os dados serão cruciais para a elaboração de políticas públicas eficazes para o cerrado, que é o segundo maior bioma do País em extensão, mas costuma ser um dos últimos em prioridade de conservação. O mapeamento mais recente feito pelo ministério indica que quase 50% do cerrado já virou fumaça, com sua vegetação nativa substituída principalmente por pastagens e plantações, os dados levantados são assustadores, estima-se que a devastação chega a 1% ao ano, isso representa o dobro em relação a Florersta Amazônica.
Já era tempo de o cerrado receber uma atenção especial do governo federal. O bioma, que se estende do litoral do Maranhão até o norte do Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul, cobre cerca de um quarto do território brasileiro. É o segundo maior bioma da América do Sul, depois da Amazônia, e a savana de maior biodiversidade do mundo - apesar de não ostentar os leões, guepardos, elefantes e outros grandes mamíferos das savanas africanas.
O cerrado destaca-se principalmente pela sua diversidade florística, com quase 12 mil espécies descritas de plantas, muitas delas com propriedades medicinais e milhares delas endêmicas - ou seja, que só existem no cerrado. É provável que muitas dessas espécies com distribuição geográfica mais restrita já tenham sido extintas pelas monoculturas de gado e grãos (como a soja) que tomaram conta de seu hábitat nas últimas décadas, segundo os biólogos.

No Brasil as atividades econômicas agropecuarias, aliadas ao crescimento da população fazem com que todos nossos ecossistemas sejam de alguma forma ameaçados, é preciso que se estabeleçam planos de desenvolvimento sustentável nessas regiões para evitar essas ameaças, afim de evitar tragédias futuras, como a desertificação, falta d´água, alterações climáticas, e a extinção em massa das nossas espécies.

Para aqueles que não lembram o que é um Bioma vai um breve conceito "BIOMA - grande ecossistema com uma vegetação caracteristica ou outro aspecto identificador de paisagem "